quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Prefeito de Londres recomenda população a trocar água mineral por de torneira

O prefeito de Londres, Ken Livingstone, lançou na quarta-feira (20) uma campanha destinada a promover o consumo de água de torneira frente à engarrafada em restaurantes, cafés e outros estabelecimentos.
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"A mensagem é muito simples. Não tenham vergonha de pedir água de torneira no restaurante", disse o político trabalhista.
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Na opinião de Livingstone, dessa forma os londrinos economizarão dinheiro e ajudarão a salvar o planeta."Bebendo menos água engarrafada, reduziremos as emissões de gases procedentes da produção e do transporte, e contribuiremos para resolver o problema do que fazer com as garrafas usadas", afirmou.
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Segundo um estudo, um copo de água de torneira em Londres "gera" o equivalente a 0,3 grama de CO2, enquanto um copo de água mineral das marcas Volvic ou Evian "libera" 185 gramas de gás carbônico na atmosfera.
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Já uma pesquisa do Conselho Nacional de Consumidores revelou que muitas pessoas não pedem água de torneira em restaurante porque sentem vergonha.
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David Owen, executivo-chefe da empresa Thames Water, responsável pelo fornecimento de água potável à capital britânica, afirmou que "Londres tem provavelmente a melhor água de torneira do mundo".
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O diretor-executivo da ONG Friends of the Earth, Tony Jupiter, elogiou a campanha e disse que "é uma loucura do ponto de vista ambiental transportar garrafas de água mineral por milhares de quilômetros de distância".
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(Folha Online)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Fábrica de madeira plástica chega ao mercado brasileiro com capacidade para produzir 900 toneladas/mês

Um produto tido como ecologicamente correto ganha impulso agora no Brasil, a partir do início das operações, em dezembro passado, da Wisewood, fábrica de madeira plástica instalada no município paulista de Itatiba.
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Resultado de um investimento de R$ 20 milhões, a empresa tem capacidade de produção de 900 toneladas por mês, inicialmente disponibilizando dormentes, cruzetas para postes de transmissão de energia, pallets e tapumes de madeira plástica.
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Ao despejar no mercado esse volume de produção, na prática, são cerca de mil toneladas de madeira natural que deixam de ser subtraídas da natureza. “Quando você corta árvores, não utiliza os galhos”, explica a AmbienteBrasil Vladimir Kudrjawzew, presidente executivo da Wisewood.
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Mas outro ganho ambiental expressivo reside no fato da madeira plástica ser fabricada a partir de resíduos de plásticos e de borracha. Com isso, a empresa montou uma extensa rede de agentes para coleta, gerando só nesse processo, conforme divulga, 3,5 mil empregos indiretos em sua cadeia produtiva.
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São utilizados recipientes descartados de produtos de limpeza, de higiene e brinquedos, por exemplo, além de pneus, um vilão poluente, como se sabe, em função de seu longo tempo para degradação no ambiente natural.
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“Estamos tentando desenvolver o uso de carcaças de computador como aditivo”, antecipa Vladimir que, com o sócio, Rogério Igel, também compra resíduos de pós-produção de outras indústrias e promove coletas direcionadas, por exemplo, em postos de combustíveis, para adquirir embalagens de óleos lubrificantes.
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A Wisewood está também estabelecendo parceria com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) para fazer a coleta e destinação de embalagens de agrotóxicos.
“Vamos procurar sempre os plásticos que hoje são mais difíceis de reciclar”, diz Vladimir.
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Mercado
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Os melhores clientes da madeira plástica são aqueles cujas aplicações requeiram grande durabilidade, já que o produto sintético tem resistência muito superior ao natural. Na construção civil, por exemplo, muitas vezes o tapume se acaba antes da obra e, no caso de formas para concreto, a construtora pode depois revendê-las para a própria Wisewood, onde passarão por reciclagem.
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Mas o que parece colocar a empresa num patamar de mercado confortável esbarra, na prática, em disputas desleais e questionáveis sob todos os pontos de vista. “Tem muita madeira ilegal na construção civil e, aí, nós não temos como competir”, diz Vladimir.
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Segundo ele, a área ferroviária é mercado promissor. “A Companhia Vale do Rio Doce demanda grande quantidade de dormentes somente para reposição em suas ferrovias. Se esta necessidade for atendida com dormentes de madeira plástica, a estrada terá sua vida útil ampliada e não será preciso desmatar".
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Para desenvolver o produto, a Wisewood contou com a colaboração da equipe da professora doutora Eloísa Mano, coordenada por Elen Vasques Pacheco, professora adjunta do Instituto de Macromoléculas Professora Eloísa Mano (IMA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
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Mônica Pinto / AmbienteBrasil

Marina Silva destaca certificação de madeira na garantia de sustentabilidade ambiental

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu na segunda-feira (21), em Manaus (AM), a utilização de madeira certificada para a fabricação de móveis e artefatos em geral como forma de garantir a sustentabilidade desejada ao meio ambiente do país.
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Ela destacou o empenho do governo brasileiro nesse sentido e disse que a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas e a criação do Serviço Florestal Brasileiro e do Instituto Chico Mendes foram passos dados rumo à promoção do manejo e da certificação florestal no Brasil.
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"Quando assumimos em 2003, existiam cerca de 300 mil hectares de floresta certificada. Hoje já são 3 milhões de hectares de floresta certificada. Queremos fazer com que todos os que utilizam a madeira, desde os pequenos artefatos até grandes construções, trabalhem com madeira que seja oriunda de um manejo florestal adequado para que ela possa ser certificada", afirmou.
Cada hectare corresponde à área de a um campo de futebol.
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Marina Silva esteve na capital amazonense para conhecer o trabalho de instituições que utilizam madeira certificada em sua rotina de trabalho, como a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela) – organização não-governamental que, desde 1998, ensina jovens carentes da zona leste de Manaus a fabricar instrumentos musicais de corda.
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Por meio do curso básico de lutheria, meninos e meninas aprendem a fazer esse tipo de construção com a utilização de madeiras certificadas pelo selo verde FSC (sigla em inglês, que em português significa Conselho de Manejo Florestal), oriundas de áreas de manejo florestal.
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Para a ministra, o saber do homem amazônico e das populações tradicionais devem ser levados em consideração e tomados como exemplo. "O mercado está cada vez mais exigente no diz respeito às questões sociais e ambientais. O empreendedor deve se sentir acolhido por uma estrutura que viabilize o seu empreendimento com sustentabilidade ambiental, social, econômica e principalmente cultural.
Aqui na Amazônia nós precisamos envolver cada vez mais pessoas da região e comunitários porque eles têm saberes associados a essa floresta e à biodiversidade, e mais do que nunca podem nos ensinar como está sendo feito o trabalho ecologicamente adequado, como na Oela", complementou.
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O Conselho de Manejo Florestal (FSC) foi criado visando à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável das florestas em todo o mundo. O conselho criou um conjunto de regras reconhecidas internacionalmente que conciliam as salvaguardas ecológicas com os benefícios sociais e a viabilidade econômica. O Conselho Brasileiro de Manejo Florestal foi criado em 2001.
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(Agência Brasil)

Uma problemática crescente: como descartar corretamente resíduos sólidos urbanos?

Diante da crescente problemática ambiental, temas como poluição e o impacto causado por grandes indústrias em seu meio sempre vêm à tona. Porém, não menos importante, são os impactos causados pelos cidadãos no seu dia-a-dia, principalmente no que se refere ao consumo de produtos e o descarte inadequado desses resíduos.
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Nesta tônica podemos citar a disposição irregular de óleo de cozinha, pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes entre muitos outros.
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Este fato se dá, em grande parte, pelo desconhecimento da população no tocante a correta destinação final desses resíduos ou mesmo da existência e localização dos pontos de coleta dos mesmos.
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O óleo doméstico, por exemplo, não deve ser jogado nos ralos e vasos sanitários dos imóveis, pois, ainda que nas Estações de Tratamento seja tratado, o acúmulo de óleos e gorduras nos encanamentos pode causar entupimentos, refluxo de esgoto e até rompimentos das redes de coleta.
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Por este motivo a existência de caixa de retenção é, inclusive, uma exigência para a instalação da primeira ligação de esgoto em alguns ramos de atividade, a exemplo de restaurantes, lanchonetes, padarias, supermercados e shopping centers, entre outros previstos na legislação.
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A melhor forma de descarte dos óleos utilizados é colocá-los em uma garrafa plástica, por exemplo, as de refrigerantes, fechá-las e colocá-las no lixo normal, ou seja, o lixo orgânico.
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No estado de São Paulo, a preocupação em reutilizar o óleo resultante da fritura culminou com a assinatura da Lei n° 12.047 de 2005, que institui o Programa Estadual de Tratamento e Reciclagem de Óleos e Gorduras de Origem Vegetal ou Animal e Uso Culinário.
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A Secretaria de Serviços do município de São Paulo, responsável pela coleta de lixo na cidade, informou que existe um estudo em curso para disponibilização de áreas destinadas a reciclar o óleo doméstico. Contudo, foi o terceiro setor que antecipou as ações.
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Na região do Grande ABC, há um trabalho de coleta do óleo usado, onde todo o óleo arrecadado segue para reciclagem em uma usina, produzido sabão em pedra e sabonete.
O óleo é transformado em matéria-prima, também para produção de material de limpeza, cosméticos, fertilizantes, biodiesel.
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Ainda, há que citar as pilhas, baterias e assemelhados que convertem energia química em energia elétrica. De fato, o conceito de pilhas e baterias engloba as mais distintas formas que estes podem adotar, desde a bateria de um celular, a uma simples pilha de um controle remoto.
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A legislação brasileira proíbe o lançamento de pilhas e baterias in natura a céu aberto, tanto em áreas urbanas como rurais; queima a céu aberto ou em recipientes, instalações ou equipamentos não adequados, conforme legislação vigente; lançamento em corpos d'água, praias, manguezais, terrenos baldios, poços ou cacimbas, cavidades subterrâneas, em redes de drenagem de águas pluviais, esgotos, eletricidade ou telefone, mesmo que abandonadas, ou em áreas sujeitas à inundação.
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A Resolução CONAMA Nº 257, de 30 de junho de 1999, determina que compete aos fabricantes e revendedores o recolhimento e encaminhamento adequado destes materiais para disposição final.
Já a Instrução Normativa nº 2, de 2000, obriga todos os produtores e importadores de pilhas e baterias a se cadastrarem no IBAMA.
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O descarte das pilhas domésticas gera uma discussão: muitos acham que o seu recolhimento deveria ser feito pelas empresas, uma vez que muitas cidades não são providas de aterros sanitários.
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Já o segmento empresarial alega que é responsabilidade das prefeituras prover os municípios de infra-estrutura básica. A prefeitura de São Paulo, por exemplo, informa que a responsabilidade é de quem vende a pilha.
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Mesmo assim, na hora de descartar, caso o consumidor não esteja seguro se sua pilha será encaminhada para um aterro sanitário, deverá buscar um posto de coleta. No estado São Paulo vários são os estabelecimentos privados que funcionam como posto de coleta de pilhas e baterias de 9V.
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Outro produto cujo descarte tem causado bastante preocupação entre os ambientalistas é a lâmpada fluorescente. O tratamento final mais recomendado para este produto é, sem dúvida, a reciclagem.
Enquanto o consumo destas lâmpadas aumentou significativamente nos últimos anos, o mesmo não se pode dizer de sua destinação correta.
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São consumidas no Brasil cerca de 85 milhões de lâmpadas e, desse montante, apenas 4% são destinadas à reciclagem. São poucos os Estados que apresentam uma legislação específica acerca da disposição destes produtos.
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Em São Paulo, a Lei nº 10.888 de 2001 regula que o Poder Executivo, em parceria com a iniciativa privada, deverá criar condições para que as empresas produtoras adotem um sistema de coleta, em recipientes próprios, para acondicionar este lixo. As infrações serão punidas com multa pecuniária, podendo inclusive ser determinada a suspensão da autorização de funcionamento do estabelecimento.
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No âmbito municipal, algumas cidades já têm normas exclusivas para destinação final das lâmpadas fluorescentes, como é o caso de São Paulo e de Campinas, através das Leis 12.653/1998 e 11.294/2002, respectivamente.
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À semelhança do que ocorre com o óleo de fritura, pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, evidencia-se que a reciclagem surge sempre como a primeira opção em relação a outros inúmeros resíduos e já se mostra bem sucedida em vários segmentos, a exemplo das latas de alumínio, hoje quase totalmente reaproveitadas.
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Assim, a destinação final dos resíduos sólidos urbanos deveria ocupar lugar primordial na pauta das políticas de governo e, principalmente, nos programas de educação de todos os municípios.
Renata Franco de Paula Gonçalves Moreno - Advogada especialista na área ambiental.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Rio Yang Tsé está no nível mais baixo em 142 anos

O rio Yang Tsé, o mais longo da Ásia e o terceiro do mundo, está em seu nível mais baixo em 142 anos devido à falta de chuvas, segundo a imprensa estatal.
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Desde outubro, mais de 40 navios encalharam no rio, que flui ao longo de 6,3 mil km e é o principal canal de transporte fluvial no país.A gravidade da situação obrigou o Ministério de Comunicações a aconselhar aos cargueiros que evitem navegar neste rio, informou o jornal China Daily.
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Segundo o jornal, em dezembro se armazenaram grandes quantidades de água na represa das Três Gargantas, o maior projeto hidrelétrico do mundo, mas responsáveis governamentais asseguraram que a seca não tem nada a ver com esta operação.
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"A falta de chuvas é a principal razão da seca do rio", assegurou um funcionário da Comissão de Recursos Hídricos do Yang Tsé.
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A seca é recorrente no norte da China, mas nos últimos tempos se estendeu para o sul, outrora úmido e chuvoso.
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O fenômeno, que os analistas atribuem em parte à mudança climática, já afetou cerca de 40 milhões de hectares de cultivos, um terço do total, em um país onde apenas 13% das terras são cultiváveis.
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(JB Online)

Israel usa energia solar para compactar lixo

Um projeto experimental da prefeitura de Jerusalém, em Israel, tem como objetivo o uso da energia solar para compactar lixo.
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Uma dessas lixeiras, chamada de “superlata”, já foi instalada na rua Jaffa, centro da cidade histórica, segundo o Centro de Mídia Brasil-Israel (Cembri).
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A lixeira comporta 750 litros de lixo que, com um sistema baseado em energia solar, podem ser compactados em 150 litros.
Depois de reduzido, esse volume é recolhido por caminhões.
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Ainda de acordo com o Cembri, uma hora de exposição ao sol garante que a lixeira funcione durante cinco dias.
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(Globo Online)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Cartilha alerta sobre recursos pesqueiros

No dia 2 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial das Zonas Úmidas.
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O termo é usado para designar ambientes continentais de água doce, salobra ou salgada, como pantanal, lagoas e banhados, e também ambientes costeiros e marinhos.
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Para marcar a data, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) está reeditando a cartilha "Pesca para o futuro" e o CD de mesmo nome, que trazem dados sobre a pesca mundial, as ameaças à atividade e sugestões de práticas sustentáveis.
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As chamadas Zonas Úmidas oferecem diversos produtos (recursos pesqueiros, água potável, combustível, etc) e serviços (controle de enchentes, retenção de carbono, proteção da costa) sendo, portanto, importantes do ponto de vista sócio-econômico.
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A idéia é que estes materiais sejam utilizados em seminários, congressos e aulas técnicas, além de reuniões comunitárias de pescadores e do setor industrial pesqueiro, como forma de alerta para a importância de se preservar uma atividade sustentável nessas regiões.
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Dados recentes apontam que 35 milhões de pessoas estão de alguma forma envolvidas em atividades de pesca e aqüicultura, sendo 95% em países em desenvolvimento, especialmente pescadores em pequena escala.
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Por outro lado, as pesquisas também indicam que 75% das grandes populações de peixes de importância comercial de águas interiores estão sendo explorados de forma excessiva, beirando o esgotamento de seus estoques.
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Além disso, drenagem, poluição e alteração das Zonas Úmidas também podem diminuir as pescarias e empobrecer as comunidades que vivem desta atividade.
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A proteção das Zonas Úmidas é regida pela Convenção de Ramsar, um tratado internacional que oferece as diretrizes para que se promova a conservação e o uso sustentável desses locais e de seus recursos.
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Um dos instrumentos utilizados pela Convenção, assinada por 150 países, é a designação de Sítios Ramsar, exemplos de áreas que possuem significativa importância para a reprodução e manutenção de recursos pesqueiros. Entrar nesta lista confere prestígio para a região e pode ser de grande valor para sua conservação.
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O Brasil possui oito áreas na lista: Área de Porteção Ambiental (APA) Baixada Maranhense (MA), APA das Reentrâncias Maranhenses (MA), Parque Estadual Marinho do Parcel Manuel Luiz (MA), Parque Nacional do Araguaia (TO), Pantanal Matogrossense (MT) e Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS).
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Os documentos que estão sendo reeditados pelo MMA foram utilizados no Dia Mundial das Zonas Úmidas em 2007, mas serão usados este ano novamente em função da importância do tema para o Brasil.
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O tema internacional para 2008 é "Áreas Úmidas Saudáveis, Pessoas Saudáveis", e também será abordado durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção, em outubro, na Coréia.
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(MMA)