sexta-feira, 24 de abril de 2009

ONGs querem proteção das águas contemplada em convenção sobre clima

O secretário de Recursos Hídricos e Desenvolvimento Urbano Vicente Andreu recebeu na quinta-feira (23) a presidente da Fundação France Liberté Danielle Mitterrand. De passagem pelo Brasil, onde visitou projetos desenvolvidos pela ONG em Minas Gerais e no Acre, a ex-primeira dama da França apresentou ao secretário a proposta de um Protocolo Mundial das Águas a ser incluída na Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas, que será discutida no âmbito das Nações Unidas em Copenhague, no próximo mês de dezembro.
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A proposta foi formulada em fevereiro, em Bruxelas, durante um fórum de ONGs onde Danielle Miterrand dividiu o protagonismo com o ex-governante soviético Mikail Gorbachev. Hoje os dois correm o mundo em busca de apoio dos governos para incluí-la entre os compromissos que serão firmados em Copenhague.
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"Não pode haver um protocolo pós-Kyoto que não contemple a questão da água, já que há uma profunda interação entre as mudanças climáticas e a oferta de água", defendeu Danielle Miterrand, no que teve o apoio de Vicente Andreu.
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Ele destacou que o Brasil já dá esse tratamento ao tema na medida em que discute simultaneamente os seus planos nacionais de Recursos Hídricos e de Mudanças Climáticas e informou que vai promover um profundo debate do documento das ONGs no âmbito técnico do Ministério do Meio Ambiente e submeterá suas conclusões às esferas de decisão.
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(Fonte: Lúcia Leão/ MMA)

Volume de água do rio São Francisco caiu 35% em 50 anos, diz estudo

Uma pesquisa feita por cientistas norte-americanos aponta que o fluxo de água na bacia do rio São Francisco, que nasce em Minas Gerais e deságua no nordeste do Brasil, caiu 35% no último meio século.
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O estudo, que será publicado no próximo dia 15 de maio no Journal of Climate, da Sociedade Meteorológica Americana, foi feito por pesquisadores do National Center for Atmospheric Research (NCAR), que fica no Estado americano do Colorado.
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Eles analisaram dados coletados entre os anos de 1948 e 2004 nos 925 maiores rios do planeta, e concluíram que vários rios de algumas das regiões mais populosas estão perdendo água.
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De acordo com os pesquisadores, a bacia do São Francisco foi a que apresentou o maior declínio no fluxo de águas entre os principais rios que correm em território brasileiro durante o período pesquisado.
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Neste mesmo período, o fluxo de águas na bacia do Amazonas caiu 3,1%, enquanto as bacias de outros rios brasileiros apresentaram uma elevação na vazão.
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O fluxo de águas no rio Paraná (que termina na Argentina), por exemplo, apresentou um aumento de 60% no período pesquisado, enquanto a bacia do Tocantins registrou um acréscimo de 1,2% em sua vazão.
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Segundo o cientista Aiguo Dai, o líder da pesquisa, esta variação está relacionada principalmente a mudanças na quantidade de chuvas nas regiões das bacias.São Francisco - Estas alterações nos níveis de precipitações, de acordo com o pesquisador, estariam relacionadas, principalmente, ao fenômeno meteorológico El Niño, que consiste em um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e que afeta o clima da região e do planeta.
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Dai afirma que, entre 1948 e 2004, a região da bacia do rio São Francisco apresentou uma leve queda nos níveis de precipitações e um grande aumento de temperatura.
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Estes dois fatores contribuíram para o grande declínio do escoamento do rio. Segundo ele, o aumento das temperaturas eleva a evaporação, e assim, reduz o fluxo de água do rio.
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"Eu avalio que algumas destas mudanças na temperatura e nas precipitações estão relacionadas às mudanças nas atividades do El Niño, mas não todas elas", afirma o cientista.
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Água - De um modo geral, o estudo aponta que alguns dos rios mais importantes do planeta e que abastecem áreas populosas estão perdendo água.
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Um terço dos 925 rios pesquisados apresentaram mudanças significativas nos fluxos de água no período, sendo que aqueles que perderam vazão ultrapassam os que ganharam em uma proporção de 2,5 para 1.
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Entre os rios que apresentaram declínios na vazão estão alguns que servem a grandes populações, como o Amarelo, na China, o Niger, na África, e o Colorado, nos Estados Unidos.
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Em contraste, os pesquisadores constataram um aumento considerável na vazão de rios em áreas pouco habitadas no Oceano Ártico.
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Entre os que permaneceram estáveis ou que registraram um pequeno aumento no fluxo de água estão o Yang Tsé, na China e Bhrahmaputra, na Índia.
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Segundo os pesquisadores, muitos fatores podem afetar a vazão desses rios, incluindo barragens e o desvio de água para a irrigação.
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Mas, de acordo com os dados da pesquisa, em muitos casos, a redução no fluxo de água pode estar relacionada às mudanças climáticas globais, que alteram os padrões de chuvas e os níveis de evaporação."
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A redução na vazão aumenta a pressão sobre as reservas de água doce em grande parte do mundo, especialmente em um momento em que a demanda por água aumenta por causa do crescimento da população.
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A água doce é um recurso vital, e a tendência de queda é motivo de preocupação", diz Aiguo Dai.
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Pesquisas anteriores feitas em grandes rios, no entanto, apontavam que a vazão global dos cursos de água estaria aumentando.
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(Fonte: G1)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Rios do mundo transportam cada vez menos água, diz estudo

A vazão dos maiores rios do planeta caiu nos últimos 50 anos, com mudanças significativas afetando cerca de 30% dos principais cursos d'água.
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Uma análise dos 925 maiores rios, de 1948 a 2004, mostra um declínio no fluxo total. Só a redução do volume de água despejado no Oceano Pacífico equivale ao desaparecimento do Rio Mississippi, de acordo com estúdio que será publicado na edição de 15 de maio do Journal of Climate, periódico da Associação de Meteorologia dos EUA.
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A única região do mundo onde o fluxo de água aumentou foi o Ártico, onde o aquecimento do clima aumenta o derretimento de neve e gelo, dizem pesquisadores liderados por Aiguo Dai, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica."
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Os recursos de água doce provavelmente vão declinar nas próximas décadas em muitas áreas populosas de latitudes médias e baixas, principalmente por causa da mudança climática", disse Dai. "O rápido desaparecimento dos glaciares em montanhas do platô tibetano e outros lugares vai agravar a situação".
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Embora Dai tenha citado a mudança climática como um fator importante nas alterações dos rios, o artigo científico também menciona outras causas, como o desvio de água para fins agrícolas e industriais.
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Entre os rios que apresentam vazão declinante, vários servem a grandes populações. Entre eles, o Rio Amarelo, o Ganges, o Níger e o Colorado.
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Houve considerável variação anual na vazão de muitos rios, mas a tendência geral foi de queda: a descarga de água doce anual no Oceano Pacífico caiu cerca de 6%, ou 526 quilômetros cúbicos.
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No Índico, a queda foi de 3%, ou 140 quilômetros cúbicos. Em contraste, a descarga anual no Oceano Ártico aumentou 10%, ou 460 quilômetros cúbicos.
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O Atlântico sofreu pouca mudança, com aumentos na vazão do Mississippi e o Paraná compensadas por uma redução do Amazonas.
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(Fonte: Estadão Online)

terça-feira, 31 de março de 2009

Motorola apresenta primeiro celular feito de garrafas plásticas

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A Motorola acaba de lançar um novo aparelho de celular que promete ser um marco na telefonia móvel do Brasil. Ecologicamente responsável, o MOTOTM W233 Eco é o primeiro celular do mundo feito com plástico reciclado de garrafas.
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O W233 Eco possui um kit 100% reciclável, com embalagem e manual produzidos a partir de papel reciclado. O aparelho tem 25% da sua estrutura externa feita a partir de garrafas plásticas, além de oferecer uma bateria com maior vida útil, com até nove horas de conversação, garantindo economia de tempo e energia.
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É também o primeiro telefone do mundo que traz o certificado CarbonFree.Por meio de uma parceria com a Carbonfund.org™, a Motorola compensará todo carbono emitido na fabricação, distribuição e uso do celular com investimentos em projetos de preservação, reflorestamento e energia renovável. No Brasil, os recursos serão destinados para um programa de tratamento de água, localizado em Vargem Bonita (SC).
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Este processo prevê a coleta do gás metano durante o tratamento de efluentes, evitando que o mesmo seja emitido para o meio ambiente e, desta forma, diminuindo o impacto do aquecimento global.
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- Estamos orgulhosos em poder oferecer aos nossos clientes a oportunidade de estar integrado com o meio-ambiente, por meio de um aparelho voltado totalmente para a consciência ecológica, desde a utilização de plástico reciclado no seu design até a embalagem.
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Além disso, vale reforçar a parceria com a Carbonfund.org, a qual ajudará o mundo a respirar melhor com a compensação de dióxido de carbono - destaca Sérgio Buniac, vice-presidente de Produtos Móveis da Motorola Brasil.
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(Fonte: JB Online)

Brasil é referência mundial em gestão de recursos hídricos, diz presidente da ANA

O presidente da Agência Nacional da Águas (ANA), José Machado, disse nesta quinta-feira (26) que o país é referência mundial em gestão de recursos hídricos.
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“Temos uma legislação e um modelo de gestão extremamente modernos e adequados às dimensões continentais de nosso país e o relatório é mais um exemplo”, afirmou Machado, após o lançamento da primeira edição do Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil - 2009.
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Entretanto, o Brasil começou tarde, de acordo com o presidente. A Lei Nacional das Águas, que estabeleceu diretrizes e instrumentos para a gestão das águas brasileiras, por exemplo, foi criada apenas em 1997.
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“Temos somente 12 anos de exercício. Um tempo curto para um enorme passivo com rios degradados, onde precisamos fazer a conservação da água para o abastecimento humano e o usufruto do desenvolvimento econômico”, destacou.
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Machado disse que o relatório qualificará a gestão dos recursos hídricos no país. O documento, que será produzido anualmente, sempre com informações do ano anterior, apresentará um diagnóstico da área com dados, estatísticas, avanços, retrocessos e recursos investidos.
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“Será um alerta, pois mostrará se houve progressão, se há pouca disponibilidade de água, se a qualidade da água está piorando ou melhorando. É importante que a sociedade acompanhe”, disse.
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Ao participar do lançamento do relatório, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ressaltou a importância do documento para monitorar a situação da água no país, possibilitar melhorias e contribuir para a preservação do ambiente.
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“O Brasil trata mal as suas águas, elas estão poluídas, o saneamento está muito atrasado. Outros países conseguiram recuperar suas águas. Rios, como o Tâmisa (na Inglaterra) que, há 20 anos atrás, era um poço químico, hoje são limpos, mas isto exige dinheiro, planejamento e educação ambiental”, ressaltou Minc.
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De acordo com o levantamento, a situação da qualidade da água no Brasil varia conforme a região. Na Região Amazônica, ela é considerada excelente, pois mesmo que haja alguma poluição pontual acaba sendo diluída no grande volume de água.
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As regiões mais industrializadas e urbanizadas são as mais afetadas.O Índice de Qualidade da Água (IQA), apurado em 2006, mostrou uma condição ótima em 9% dos pontos avaliados no Brasil, boa em 70%, razoável em 14%, ruim em 5% e péssima em 2%.
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Com relação às cargas orgânicas, derivadas de lixo, as áreas mais críticas estão nas bacias do Nordeste, dos rios Tietê e Piracicaba (São Paulo), dos rios das Velhas e Verde Grande (Minas Gerais), do Rio Iguaçu (Paraná), do Rio Meia Ponte (Goiás), do Rio dos Sinos (Rio Grande do Sul) e do Rio Anhandauí (Mato Grosso do Sul).
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A publicação está disponível no site da Agência Nacional das Águas (http://www.ana.gov.br/).
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(Fonte: Lisiane Wandscheer/ Agência Brasil)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Crise pode retardar avanço da água potável, diz Banco Mundial

A crise financeira global pode retardar em pelo menos uma década o desenvolvimento do abastecimento de água no mundo, porque faltarão investimentos e cada vez mais gente se verá sem condições de pagar as contas de água, alertou o Banco Mundial na terça-feira (17).
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Com a redução das verbas, pode ser retomado um círculo vicioso de serviços ruins, alta inadimplência e poucos investimentos, disse Jamal Saghir, diretor de Energia, Água e Transporte do Banco Mundial.
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Falando no Fórum Mundial da Água, em Istambul, ele disse que as empresas de abastecimento hídrico do mundo todo têm de melhorar sua eficiência de modo a convencer os governos que vale a pena investir nesse serviço.
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Enquanto isso, novos empreendimentos devem ser cancelados, e os projetos atuais de infra-estrutura hídrica podem sofrer pressões de custos, disse ele.
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Mais de 20 mil ambientalistas, cientistas e especialistas em água e ajuda humanitária estão no fórum discutindo questões relativas a água, mudança climática e desenvolvimento com ministros de cerca de 120 países.
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A conferência foi criticada por alguns grupos de ativistas por não salientar suficientemente o fato de que a água potável é um direito humano básico.
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Uma das chamadas Metas de Desenvolvimento do Milênio, instituídas pela ONU no começo da década, é reduzir pela metade até 2015 a proporção de pessoas sem acesso à água potável.
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Atualmente, há cerca de 1 bilhão de pessoas sem acesso à água, e 2,6 bilhões sem saneamento básico.
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Angel Gurria, secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), disse à conferência que os governos devem rever o financiamento dado aos serviços hídricos - normalmente um misto de tarifas dos usuários, arrecadação fiscal e, em alguns países, subsídios.
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Ele afirmou que, caso a crise dificulte a obtenção de crédito, os países devem buscar formas de adotar gradualmente sistemas mais baseados nas tarifas, que também protegeriam os menos capazes de pagar.
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Em um relatório divulgado na conferência, a OCDE disse que a crise financeira representa uma oportunidade de tornar a infraestrutura hídrica mais eficiente, o que naturalmente atrairia mais investimentos.
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(Fonte: Estadão Online)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Fórum Mundial da Água busca respostas para escassez

O V Fórum Mundial da Água, aberto nesta segunda-feira (16), pretende apresentar respostas para escassez do recurso provocada pelo crescimento da população, o esbanjamento, o consumo extravagante e o aumento da necessidade de energia.
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O encontro, de uma semana, acontece a cada três anos e nesta ocasião reúne um número de participantes nunca visto, 28.000 pessoas de mais de 180 países, segundo os organizadores.
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O fórum analisará os problemas da escassez de água, o risco de conflito por enfrentamentos entre países por rios e lagos e a melhor maneira de proporcionar água limpa a milhões de pessoas."Nosso comportamento é cada vez mais irrefletido e inconsecuente", denunciou na abertura o francês Loïc Fauchon, presidente do Conselho Mundial da Água, que convoca o encontro.
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"Aumentar indefinidamente a oferta de água é caro, muito mais caro hoje, em um contexto de evolução do clima e crise financeira. Aumentar a oferta coloca em perigo o meio natural", explicou.
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"Somos responsáveis pelas agressões cometidas contra a água, responsáveis pela evolução do clima, que vem se somar às mudanças globais, responsáveis das tensões que reduzem a disponibilidade das massas de água doce, indispensáveis para a sobrevivência da humanidade", completou.
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A previsão é de que a população mundial, atualmente superior a 6,5 bilhões de pessoas, pode chegar a nove bilhões até meados do século, o que aumentará consideravelmente a demanda de recursos hídricos, a 64 bilhões de metros cúbicos por ano, segundo a ONU.
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Segundo a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), o número de pessoas com graves problemas para conseguir água chegará a 3,9 bilhões em 2030, ou seja, metade da população do mundo. A maioria vive na China e sul da Ásia.
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As contas da OCDE não incluem o impacto da mudança climática, que pode já estar afetando as coordenadas da água, mudando o lugar e o momento das chuvas e nevascas, segundo especialistas.
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Quase 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico, o que contraria as Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU.
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Os cientistas acreditam que as causas da crise são a irrigação excessiva, as falhas no fornecimento urbano, a contaminação dos rios e a extração desefreada de qualquer fonte.
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O Fórum da Água, que terminará no próximo domingo, começa com uma reunião com um pequeno número de chefes de Estado e de Governo convidados pela Turquia.
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Também acontece uma reunião ministerial para elaborar projetos de melhor gestão da água e para a resolução de conflitos motivados pelos recursos hídricos.
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Além da dimensão política, a conferência também tem a participação de empresas que atuam na bilionária indústria da água."Temos que nos organizar para usar a água de modo sustentável. Precisamos de sistemas para administrar a água", afirmou Mark Smith, do grupo ecológico União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
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(Fonte: Yahoo!)